Produção ganhou admiradores em poucos dias pela atmosfera nostálgica e misteriosa dos personagens e do enredo

No dia 15 de julho, a Netflix estreou os oito episódios da primeira temporada de “Stranger Things”. Bastou um fim de semana (e com ele a oportunidade de assistir a todos os episódios) para que a série conquistasse fãs entusiasmados.

Wizard Estreito - Stranger Things - a série que é uma colcha de retalhos dos anos 80

“Stranger Things” já ganhou fóruns de discussão, gifs e está sendo aclamada também pela crítica. A série, de acordo com os seus admiradores, é um mergulho nostálgico na atmosfera e na cultura dos anos 1980.

O básico sobre ‘Stranger Things’

“Stranger Things” é uma série de mistério que se passa no começo dos anos 1980 – toda a estética, figurino, penteados e trilha sonora não deixam o espectador se esquecer disso por nenhum momento.

A história é ambientada na cidade fictícia de Hawkins, no Estado de Indiana, nos EUA. Trata-se de uma pequena área suburbana de classe média norte-americana, cenário tradicional de mistérios da série “Além da Imaginação” e “Twin Peaks”, por exemplo.

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A narrativa começa com uma cena breve, quando aprendemos que algo dá muito errado em um laboratório misterioso. Depois, quatro garotos carismáticos aparecem jogando RPG. Quando terminam a sessão, um deles – Will – volta para casa e desaparece misteriosamente na frente dos olhos do espectador.

Como é de se esperar, outras coisas inexplicáveis acontecem à medida que a série apresenta mais personagens e um misterioso laboratório na periferia da cidade, que conduz experimentos eticamente questionáveis.

O que há de especial em ‘Stranger Things’

O fascínio dos fãs com a nova série pode ser explicado pelas referências, centenas delas, empilhadas em características dos personagens, da trama, do figurino e das relações entre eles.

Há homenagens implícitas, mas as explícitas também aparecem. Ao fundo de algumas cenas é possível ver, por exemplo, pôsteres de filmes de Steven Spielberg e de Stephen King.

Estão lá todos os elementos de clássicos do cinema e literatura dos anos 1980, como “The Goonies” e “E.T.”: a amizade forte entre crianças e a magia da descoberta e da aceitação de que o fantástico pode ser real.

Stanley Kubrick também parece ser uma inspiração nos temas, enquadramentos e sequências de cena. E o monstro da série é bastante parecido com o de “Alien, o Oitavo Passageiro”, de 1979.

“Stranger Things escolhe cuidadosamente o melhor de King e Spielberg de maneira incrivelmente vertiginosa. A trama é esperta, a direção é elegante, [a série] é arrepiante, divertida, emocionante e um milhão de outras coisas.”

Scott Wampler

Crítico do site de cinema e TV Birth.Movies.Death.

O roteiro não se esquece de dar conta da paranoia oitentista com o comunismo, espiões e a Guerra Fria e também traz elementos tirados diretamente de dentro do universo fantástico do RPG Dungeons & Dragons, o mais notório do mundo, que teve seu auge nos anos 1980, quando foi lançado. Uma das personagens principais, a mãe de Will, é interpretada pela atriz Wynona Ryder, um dos ícones da década.

“Poltergeist”, de 1982, “Contatos Imediatos de Terceiro Grau”, de 1977, “Conta Comigo”, de 1986, “Carrie, A Estranha”, de 1976, e até “O Clube dos Cinco”, de 1985, também parecem ter uma parcela de “culpa” na colcha de retalhos pop que é “Stranger Things”.

Todos esses aspectos contribuem para o clima da série: o mistério, a atmosfera ligeiramente fora do lugar, a sensação de suspensão da realidade e a nostalgia são alguns dos ingredientes mais marcantes.

Trata-se de uma série de mistério infanto-juvenil, mas cujas referências e colagens atraem qualquer um que tenha crescido assistindo aos filmes oitentistas na sessão da tarde.

Inspiração na conspiração

Um dos fatores mais marcantes da série é que o principal mistério de “Stranger Things” é construído sobre uma das mais atraentes teorias da conspiração do mundo moderno: o Projeto MKUltra, comprovadamente conduzido pela CIA nos anos 1950.

O projeto consistiu em uma série de experimentos ilegais e secretos que tinham como objetivo examinar métodos de influenciar e controlar a mente, além de extrair informações – inclusive com o uso de drogas psicodélicas, como LSD, e métodos como hipnose.

O surrealismo do MKUltra, uma conspiração ultrassecreta do governo que afeta a vida de cidadãos comuns que não sabiam que eram cobaias, é provavelmente a mãe de todas as teorias da conspiração modernas.

O conceito deu origem a centenas de filmes, séries e livros de sucesso, de “Arquivo X” a “Lost”, passando pela mais recente “Fringe” e filmes como “Os Esquecidos”, de 2004, “O Informante”, de 1999, e “A Troca”, de 2008.

Fonte: Nexo Jornal

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